No princípio 1, vimos que as pessoas enfrentam trade-offs, ou seja, dado que os recursos são naturalmente escassos e os nossos desejos são muitos, ao escolher uma coisa, estamos abrindo mão de outra. Como exemplo, vimos que quando investimos a parte da renda que poupamos, abrimos mão de usá-la no consumo presente em busca de um benefício futuro.

Contudo, entender que existem trade-offs não significa que sabemos fazer a melhor escolha. Diante disso, surge um princípio econômico muito importante, talvez um dos mais repetidos em distintos contextos: o custo de oportunidade.

Enquanto o trade-off mostra que uma escolha envolve uma renúncia, o custo de oportunidade nos permite entender o valor da melhor alternativa de que abrimos mão para ficar com aquilo que escolhemos.

Por exemplo, alguém que tem menos aversão ao risco pode decidir investir em um ativo de renda variável em busca de um retorno maior, em vez de investir em um título público com menos risco.

Ou seja, o benefício que eu obteria com esse título público, um ativo de renda fixa, é o custo de oportunidade, porque ele é a melhor alternativa de que estou abrindo mão para investir em outro ativo.

Os princípios de economia podem ser aplicados também à vida. Ao maratonar uma série na Netflix, por exemplo, o custo de oportunidade é o valor da melhor alternativa de uso daquele tempo. Como diz Mankiw:

“O custo de oportunidade de um item é aquilo de que você abre mão para obtê-lo. Ao tomar decisões, é inteligente considerar os custos de oportunidade, e as pessoas geralmente o fazem.”

Torna-se comum, depois que temos noção de sua ideia, pensar no custo de oportunidade de nossas escolhas. Enquanto o trade-off nos coloca diante de alternativas, o custo de oportunidade nos faz pensar no valor da melhor alternativa de que estamos abrindo mão para ter o que queremos.